O memorial é composto por exposição de fotos e instrumentos antigos. Estiveram presentes ao local: músicos, autoridades e admiradores da música.
Inicialmente o Administrador Paroquial Padre Janilson concedeu a bênção ao local e aos presentes. Em seguida, o prefeito em exercício, Vivarte Brito, proferiu algumas palavras reconhecendo o trabalho daqueles heróis músicos e colocou o poder público à disposição daquela instituição. Logo após, falou o Maestro Raimundo Nonato de Araújo França, o qual falou do seu trabalho e dos músicos realizados ali e convidou os presentes a se juntarem à Associação Comunitária Artístico Musical "Manuel Felipe Nery" entidade mantenedora da Filarmônica.
A placa foi descerrada por Dona Calu a mãe do maestro Raimundo Nonato. Ainda falaram, o filho do maestro, Ranieri, músico da Marinha do Brasil, Dona Ermita de Zé Romão, a madrinha da Banda e o músico compositor Zé Marconi, o qual abordou o tema "o músico que não formou", baseado na sua experiência e da necessidade de preservação do maior Patrimônio Cultural que existe na comunidade Sabugiense que é a Filarmônica Honório Maciel.
Fundada em 1926 pelo pernambucano e Capitão da antiga Guarda Nacional Honório Maciel da Fonseca, a Filarmônica Honório Maciel foi inicialmente chamada Coronel Nelson Faria em homenagem ao prefeito de Serra Negra do Norte/RN, cidade que tinha o controle político sobre São João do Sabugi, pois esta ainda estava na condição de vila, tornando- se município no ano de 1948.
Em março de 1926 iniciaram os ensaios em casas de famílias sabugienses já que a banda ainda não possuía uma sede própria. Em 31 de maio daquele ano aconteceu a primeira apresentação pública, com a execução de dois dobrados: Retirada Saudosa e José Ezelino e, em junho do mesmo ano, por ocasião da festa do padroeiro da cidade, a banda formada por músicos principiantes, executou dez números, entre dobrados, valsas e marchas.
Em 1928, por ocasião da morte do maestro fundador, assumiu a maestria da banda o músico João Delmiro de Medeiros. Pouco tempo depois assume a direção José Lourenço da Fonseca (Zé Honório) filho mais velho de Honório Maciel.
No ano de 1934, sob a coordenação do músico João Emídio de Lucena, foi edificado o prédio da sede da filarmônica.
Novamente em 1973 o maestro José Lourenço da Fonseca (Zé Honório) deixa a direção da banda sendo substituído pelo maestro Manoel Felipe Nery, compositor do Hino do Município e professor de música por muitos anos. O mesmo dirigiu a banda até o seu falecimento em 17 de maio de 1996.
Atualmente a Filarmônica Honório Maciel é regida pelo maestro Raimundo Nonato de Araújo França, e recebe apoio financeiro da Associação Comunitária Artístico Musical Manoel Felipe Nery, criada em 19 de março de 2000, sendo pioneira em desenvolver uma associação musical no Rio Grande do Norte.
1 comentários:
Geraldo Anízio (de Rondônia)
Zé felicito-me pela passagem dos 85 anos de fundação da Filarmônica Honório Maciel. Fui agraciado por Deus em ter conhecido em vida seu José Honório gente finíssima, Penhinha, Zé Romão e meu querido professor de português e música seu Manoel Filipe.A festa deve ter sido fenomenal;pois,é da atenção dos sabugienses a nossa bandinha e seus maravilhosos dobrados.Também como sabugiense tive a oportunidade de me sentar ao lado de seu Manoel Filipe e solfejar a lição 35 do método Rodolfo. Parabéns por sua reportagens. Em dezembro estarei por aí revendo nossa cultura. Nos veremos por lá.
Abraço
Geraldo Anízio
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